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Espaço de Pesquisas

Oi! Este é um espaço do qual você pode pesquisar e encontrar histórias de mulheres que participaram do nosso projeto por todo o Brasil! Legal, né? 

Pra usar, basta digitar no espaço de pesquisa alguma palavra-chave, por exemplo: alguma profissão, alguma cidade, algum tema... 

 

É o nosso verdadeiro banco de dados - o primeiro, da história das mulheres que se relacionam afetivamente

com mulheres - e precisa ser valorizado! ♥

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  • Luciana e Viviane

    Somos um projeto que conta a história de mulheres que se relacionam com mulheres. Documentadas caminha ao lado do empoderamento da comunidade LGBT Vem conhecer a história da Luciana e da Viviane, quando o projeto passou por São Paulo! Luciana, Viviane e a pequena Ester moram em Campinas, interior de São Paulo e constroem o que chamam de “família real”, sem coisas artificiais envolta. Amam cozinhar, comer, brincar, ler e assistir TV. A casa é cheia desses detalhes que fazem elas serem quem são. Depois de saírem de São Paulo e mudarem para Campinas por conta do trabalho da Lu, viveram um relacionamento à distância e aos poucos a Vivi foi se mudando para lá, até conseguirem um apartamento só delas. Nesse período, começaram a reformar o novo lar pelas próprias mãos - queriam que tivesse lembranças de viagens, uma biblioteca-bar, decorações que as representassem… A Ester, inclusive, escolheu a cor do quarto e ajudou a pintar. Tudo na relação começou do zero e pessoalmente (sem internet auxiliando) e isso, pela visão delas, foi ótimo porque proporcionou uma grande comunicação. Além disso, Vivi conta que depois do relacionamento com a Lu aprendeu a ter fé. Lu é muito ligada na fé em geral - não só a religião, mas a fé de todas as formas. Em Exu, nos orixás e também em Deus. Lu completa que tem essa fé por tudo o que já viveu e construiu, mas que não espera nada sentada, batalha o tempo todo pelas melhores coisas. Luciana, no momento da documentação, estava com 38 anos. É natural de São Paulo e chegou em Campinas por conta de um concurso, há cerca de dois anos atrás. É professora de rede pública. Começa a história contando que em 2020 teve uma conversa com uma entidade chamada Exu Caveira e que isso virou a vida dela de cabeça para baixo em muitos aspectos. Soube de uma força que estava na hora de despertar, libertar e recomeçar um modo de vida. Em 2015 tinha passado no concurso de Campinas mas nunca foi chamada, eis que recebe o e-mail chamando depois da própria data limite do concurso ter expirado. Cronologicamente, aconteceu assim: a conversa foi em novembro de 2020, conheceu a Viviane em dezembro de 2020 e em janeiro de 2021 decidiu a mudança para Campinas. Viviane, no momento da documentação, estava com 30 anos. Também é natural de São Paulo, residindo agora em Campinas, trabalha enquanto agente de viagens. Há 14 anos é DJ e agora em Campinas tem um novo hobbie: o teatro. Em dezembro de 2020, Vivi estava vivendo uma fase bem difícil. Passou por um relacionamento abusivo, não estava se sentindo bem. Depois do término, uma amiga em comum que tinha com a ex-namorada quis manter contato com ela, afinal, sempre se deram bem e tinham hobbies muito fortes como a paixão por Harry Potter em comum. Num sábado a amiga convidou para ir no aniversário da sócia dela, que era adivinha quem? Luciana. Vivi não deu muita bola, já que não conhecia a Lu, mas considerou porque o local era perto da casa dela. Começou o sábado bebendo whisky com o pai - uma tradição que manteve durante muito tempo - e decidiu ir. Chegou lá nem sabendo o nome da aniversariante, mas ficou muito surpresa porque foi bem recebida, acolhida e amada. Foi com a Ester sua primeira interação no aniversário. Ester estava brincando e ela entrou na brincadeira, também dividiram brigadeiros. Quando foi interagir com a Luciana, perguntou sobre o pai da Ester e entendeu que não havia mais relação com ele, Lu estava solteira. Durante a festa, tiveram uma interação mais próxima e entenderam: queriam se beijar. Dançaram, interagiram e o beijo aconteceu. Ninguém entendeu nada ao redor e Vivi ficou completamente suja de batom vermelho. Destacam sobre uns homens que tinham chegado com bebidas achando que iriam ficar de par e ofereceram um copo gigante de vodka com energético para a Lu, por ser aniversariante. Ela negou e bebeu o whisky da Vivi na hora (virando o copo!) e foi aí que Vivi sentiu a pontada de paixão chegando. Ficaram juntas naquela noite e antes do fim do ano decidiram se reencontrar. Quando 2021 começou, Vivi foi passar as férias no interior com a família e recebeu a notícia do concurso/da mudança para Campinas que a Lu iria viver. Estavam conformadas de viver uma relação à distância, já que desejavam estar juntas, mas tudo era uma incógnita. Vivi decidiu viajar com a Lu até Campinas para assinarem os documentos, conhecerem a escola e a cidade, deu muito apoio. Quando Lu fez a mudança, viveu um mês em airbnb com a Ester (que estava também procurando uma escola para estudar) e nesse período Vivi ficou com elas durante uma semana, mas foi uma experiência bem difícil. Ester sentiu muito ciúme, reagiu mal, ignorou a presença da Vivi durante dias. Num momento, Vivi chorou porque entendeu que não iria ser fácil. Ester, nesse momento da nossa conversa, deixa tudo às claras: superou o ciúme e hoje são melhores amigas. Depois desse primeiro mês, conseguiram alugar um apartamento (que fica no mesmo condomínio que elas moram hoje em dia). Vivi ajudou na mudança e passou um bom tempo intercalando entre São Paulo x Campinas. Em 2022, Vivi estava dando uma caminhada pelo condomínio e viu alguns apartamentos à venda. Pensou que seria muito bom terem um lar só delas ali, a Ester já estava adaptada e adora brincar no parquinho, tudo já estava bem instalado. Visitou um apartamento e decidiu que seria delas. Começaram os contatos com contabilidade, advogados, banco, indo atrás de documentações… e foi tudo absurdamente rápido, se encaixando. Quando viu já estava com as chaves em mãos. Foi aí que decidiu se mudar definitivamente para Campinas. Nesses processos, aconteceram os pedidos de namoro e de casamento. No pedido de casamento, Lu fez uma surpresa, Vivi nem imaginou. Quando estavam no restaurante, viu um garçom passando com um buquê gigante e disse “Nossa que legal! Certamente alguém vai ser pedido em casamento hoje!” até que viu o buquê vindo para ela. Brincou com a Lu que ela teria que ajoelhar, fazer tudo direitinho. No pedido, a Ester fez um vídeo convidando-a para fazer parte da família. E Vivi finaliza contando que sempre quis casar e sempre soube que gostaria de ser mãe - sente que agora estão completando seus sonhos. ↓ rolar para baixo ↓ Viviane Luciana

  • Júlia e Yasmin

    Julia e Yasmin foram documentadas no lugar que se conheceram, a Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Elas amam o pôr do sol e também contemplam o espaço andando de bicicleta. Foi lá, em 2019, num evento chamado “Noite dos Museus” que elas se viram pela primeira vez, mas já estavam conversando há cerca de um mês por vídeo-chamadas, depois de darem “match” num aplicativo de relacionamentos, o Tinder. Yasmin conta que deixou o celular com um amigo e com a irmã, então foram eles quem escolheram as pessoas no aplicativo e que, inclusive, deram match com a Júlia. Acabou que a Júlia a chamou e elas começaram a conversa, as chamadas e o encontro no museu. Elas se encontraram ainda na parte da tarde, mas ficaram noite adentro até virar. Não chegaram a se beijar, mas não foi por falta de investidas, só acabou não acontecendo. Dois dias depois se reencontraram, e então, o beijo aconteceu. A partir daí, tudo acelerou: em duas semanas já estavam namorando. Júlia está com 24 anos, é professora e também já trabalhou com pesquisas. Seu sonho é seguir a carreira acadêmica. No momento da documentação, ela morava com seu cachorro, seu gatinho e ocupava sua rotina nas vídeo aulas. Como hobbie, já escreveu muita poesia, mas no momento está em pausa. Yasmin está com 25 anos, é enfermeira e adora praticar esportes. Já jogou handebol, futsal e vôlei. Adora movimentar o corpo de forma espontânea. Quando adolescente, Júlia não se sentia pertencente a nada, se achava esquisita e foi quando resolveu pesquisar na internet se ela podia se apaixonar por outra mulher. Acabou se entendendo enquanto uma mulher lésbica, mas não podia se assumir, até que aos 17 anos se assumiu, no final do ensino médio. Ela entende que o amor entre mulheres envolve algo a mais, além da questão política do dia a dia, como uma ligação mais forte que engloba todas as nossas vivências históricas e sociais. A Yasmin conta que também não se sentia pertencente a nada, e que isso muito parte do princípio da falta de representação: ser uma mulher negra e lésbica não faz parte dos espaços - até o próprio termo ‘lésbico’ pouco é referido à mulheres negras. Para ela sempre foi difícil se ver inserida, pois sempre faltou uma representação. Ao falarmos sobre o amor, Júlia diz que ama amar, mas não sabe definir o que pensa sobre o sentimento amor. Conta que, aos quinze anos, perdeu sua mãe para o câncer, e isso a ensinou muito sobre amar e sentir compaixão. Ela entende que estar junto é se entregar de corpo e alma, e que assim, o amor não permite julgamentos, ele simplesmente acontece. Além disso, também não parece ser um sentimento passageiro: o amor não vai embora. Ao escrever algumas poesias, em uma delas dizia que o amor é como um monstrinho no coração: Cada pessoa que se ama é um monstrinho no seu coração e alguns são mais agitados como dançarinos, já existem outros que são tranquilos. Yasmin completa a fala da Júlia sobre o amor dizendo que, para ela, o encontro delas foi um encontro de almas: uma conexão muito forte desde o início. Elas se entregaram por inteiro e não tiveram medo da intensidade, então muito do que aprendeu sobre o amor foi nessa entrega e nessa construção de relacionamento. Júlia Yasmin

  • Rachel e Larissa | Documentadas

    Quando fui até Cotia visitar a casa em que Rachel e Larissa moram com a pequena Maria Eugênia e as cinco cachorras mais simpáticas possíveis, não esperava encontrar uma família tão linda e parceira. Lari explica que esse amor tão claro que se enxerga logo que chega é atraído por diversos movimentos, elas nunca ficam paradas: estão sempre falando, ouvindo, dispostas e principalmente não se julgando. Na maternidade entenderam como o não julgamento é importante. Cada uma traz a sua referência de amor e de educação, então precisam entender juntas como criar alguém. Além disso, passaram a perceber a maternidade como uma grande espera: antes, esperavam os exames, depois, um bebê por 9 meses, agora tudo é no tempo da Maria Eugênia. Vivemos numa sociedade muito imediatista que quando você entrega algo e o resultado não sai na hora você se sente frustrado… o tempo de um bebê é muito diferente, o relógio deixa de fazer tanto sentido, e assim elas estão observando muitas coisas diferentes na forma de se relacionar com a vida também. Sentem que o começo do relacionamento era muito sexual, com cheiros, sensações, toques; Depois passaram por um momento de centralizar, entender o que desejavam para a vida, repensar; Depois viveram o planejar, construir a vida… E agora esse amor de doação, de paciência. Logo que Maria Eugênia nasceu, elas pediram para um veterinário vir até a casa para entender como seria o convívio com os animais. Depois de um tempo ele disse: “Nossa, aqui é muito diferente. São 5 cachorras que convivem muito bem, fêmeas, vocês são duas mulheres com um bebê e aqui não tem barulho, é silêncio”. E adoram viver assim, em harmonia. Rachel, no momento da documentação, estava com 38 anos. É psicocardiologista, identifica síndromes e transtornos psicológicos que acometem o músculo do coração e trabalha tanto na área clínica quanto dando supervisões. Nasceu em Itu, no interior de São Paulo, e atualmente mora em Cotia. Larissa, no momento da documentação, estava com 27 anos. É pedagoga mas não atua na área. Trabalhou em uma empresa própria produzindo e vendendo produtos para pets durante 7 anos, desde que elas adotaram a primeira cachorra, que por ser pequena pouco achavam produtos para ela. Hoje em dia, Lari se dedica à maternidade e registra bastante isso em suas redes sociais, fazendo disso uma fonte de renda alternativa. Para Lari, o namoro - que começou quando ela tinha 19 anos - foi uma descoberta sobre possibilidades de famílias. Um grande acolhimento. Quando ela conheceu a família da Rachel, pensou: “Meu Deus, dá para ser amada assim? Dá para viver isso? É assim que um apoia o outro?” E hoje em dia ela segue enxergando o amor, a família e as possibilidades de amar como grandes descobertas - ela traz o exemplo das cachorras, todas são resgatadas e algumas viveram os maus tratos, como a Vibe (golden retriever) - a primeira vez que elas demonstram felicidade, mexem o rabo, é uma descoberta, é ver o amor acontecendo, é entender que sim, dá para ser amada assim. Rachel conta sobre uma cirurgia muito delicada que precisou fazer e que passou por muitos cuidados, desde ajuda para escovar os dentes, tomar banho, até cuidar dos curativos e processos mais dolorosos… e Lari tem muito medo de agulha, sangue, cicatriz, mas mesmo assim cuidou e não saiu do lado dela. Essa parceria que possuem e que sabem que podem contar é algo muito valioso que entende como único. Foi em dezembro de 2015, literalmente depois do Natal - dia 25 - assim que a ceia acabou, que se conheceram. Era uma festa LGBT em Campinas, estavam lá para passar o natal com seus respectivos familiares e souberam da festa por amigos, separadamente. Se esbarraram na festa porque a Rachel interagiu com o amigo da Lari sobre ele ter um piercing no mamilo, já estava bêbada e a Lari interagiu com eles, mas na hora ela não retribuiu a interação, achou um pouco estranho. No final da festa, a DJ, que era quem convidou a Rachel, questionou que ela veio para a festa mas não beijou ninguém e ela explicou que até tinha sentido atração por “aquela menina” (a Lari) mas que “com certeza ela era hétero”.. A DJ não acreditou e disse para ela ir logo tentar o beijo, então ela foi, cutucou a Lari pelas costas e disse: “Vim aqui te dar um beijo!”. O beijo foi horrível, ela foi embora para Itu logo depois, o dia já estava claro… Até que no dia seguinte recebeu uma mensagem da Lari dizendo: “Chega, me beija e não pergunta nem meu nome”. O celular da Rachel a Lari conseguiu porque ela passou para o amigo, quando se conheceram momentos antes. Ela respondeu: “Tem razão, qual seu nome e idade?” “Larissa, 19 anos.” Rachel gritou: “Puta que pariu! Eu escapei da pedofilia por um suspiro!” Ela tinha 30. A mãe da Rachel entrou no quarto com o grito e perguntou o que houve, quando ela respondeu que ‘ficou com uma novinha ontem’ e foi questionada a idade, a mãe respondeu: “Ah, Rachel, pelo amor de Deus… Com 19 anos todo mundo já sabe muito bem o que faz!”. Rachel diz, rindo, que daquela festa a Larissa já saiu namorando. E Lari responde: “É, ué.” Na época, Rachel morava em São Paulo e Lari em Sumaré, no interior, onde ocupava seu tempo fazendo diversos tipo de artes entre tecido, jazz, balé, teatro… Rachel era totalmente o contrário, vivia em pesquisas científicas, vida acadêmica, coisas mais quadradas, estava em crise de idade e ficava pensando que Lari iria entrar na graduação enquanto ela já seria professora universitária. Para Lari, elas já estavam juntas no período que se conheciam/ficavam em 2016. Passavam bastante tempo juntas, viajavam, mas não rotularam enquanto um namoro porque era bem difícil para a Rachel, ela se sentia blindada. Até que elas decidiram morar juntas, no final de 2016, quando iriam completar um ano do dia em que se conheceram, e adotaram a primeira cachorrinha - assim teriam mais um motivo para estar em casa. Depois disso, Lari começou a graduação e a vida foi ficando mais leve. Adotaram mais uma das cachorras pequenas, viajavam bastante e cada uma foi adaptando sua rotina e seus trabalhos. Até que em 2017 começaram a loja com os produtos de pets, depois adotaram as cachorras maiores. Pontuaram algumas vezes o fato de que no começo poucas pessoas apoiaram o namoro, a maioria achava que era algo transitório por conta da idade e principalmente por serem de universos muito diferentes. Lari ensinou uma leveza para a Rachel que ela nunca havia tido contato, ela sente que deixou de ser quadrada. Tiveram muita torcida contra, mas seguiram juntas e acreditam que é essa persistência que fez a vida valer a pena. Desde que se conheceram, Larissa falava sobre o desejo de gestar e maternar, não parecia ser uma fase, mas esperaram isso amadurecer. Em 2019 começaram o movimento de fato, fizeram terapia juntas para entender como seria (visto que Rachel não sentia o desejo de gestar, pensava muito na adoção) mas precisavam também ter um planejamento: ter uma casa e um preparo de vida para a chegada da Maria Eugênia. Compraram a casa em 2020, tiveram muitos desafios com empreiteiras, foi um desgaste bem grande, demorou mais de um ano depois da mudança para conseguir seguir com o planejamento da gravidez. Em 2022 fizeram buscas por médicos, mas não se sentiram seguras, então deixaram passar novamente. A sensação era de que o quarto era uma tela em branco, sempre esteve ali, mas pouco falavam sobre. No final de 2022, Rachel teve um problema de saúde bem grave e decidiu congelar óvulos, mas quando procurou o procedimento eles aconselharam a não fazê-lo porque as chances de não darem certo eram muito grandes. Foi ali que decidiram: vamos investir agora. Ela passou por três equipes nesse processo, infelizmente a experiência com as duas primeiras não foram boas, ela sofreu violência obstétrica, pediu para que mudasse para uma equipe de mulheres e conseguiu, já haviam comprado o material biológico masculino e foi enviado para o novo local. Em abril de 2023 fizeram a primeira transferência embrionária, deu tudo certo, ouviram o coraçãozinho, passaram o primeiro dia das mães juntas, acompanharam o desenvolvimento por 7 semanas até que não teve mais evolução na gestação, não tinha mais batimento cardíaco. Clinicamente, foram mais de 45 dias para começar tudo novamente (preparar o corpo para uma nova gravidez), mas além disso é preciso considerar o quanto elas estavam muito abaladas por essa série de coisas que sofreram em meses. A segunda tentativa foi em julho, e deu certo novamente, a Maria Eugênia veio ai. Hoje em dia, se colocam como mães antes mesmo de qualquer comentário chegar. É quase como um escudo, uma blindagem, já se preparam. Já ouviram diversas perguntas, comentários, coisas sobre a Rachel ser avó da Maria Eugênia, mãe ou irmã da Larissa. E nesse ponto falamos muito sobre como as pessoas se acham livres para fazer comentários sobre os nossos corpos ou sobre o não-reconhecimento delas enquanto um casal e, sobretudo, uma família. Encontram qualquer via, desculpa, para não reconhecer essa unidade familiar. Então o escudo vem para evitar desgaste: já se colocam como mães, Maria Eugênia é filha delas, deixam claro que a família existe antes de qualquer coisa, em todos os lugares que chegam. ↓ rolar para baixo ↓ Rachel Larissa

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