A Capitu, cachorrinha delas, chegou num momento em meio a pandemia do qual a Luiza estava se sentindo muito solitária em casa. Como a Marina está passando muito tempo cuidando da saúde e dando apoio à mãe dela, acabaram ficando bastante distantes e tomando muitos cuidados para se ver (sempre fazem testes, são visitas mais curtas…). Então o papel da Capitu foi chacoalhar um pouco e trazer alegria, companhia, cuidado e carinho (coisa que nunca falta!). 

 

Hoje em dia elas sonham com um mundo em que a vacina esteja sendo dada na maior parte da população (sonhamos, né?!) e quando pensam em políticas públicas, tocam logo em pautas sobre a inclusão e a cultura. Porto Alegre é uma cidade muito segregada e vem tendo sua cultura sendo diminuída ano após ano - ela virou, simplesmente, artigo de luxo. Sonham em voltar a ver a cidade acontecer de verdade para todas as parcelas da população e querem participar ativamente dessa mudança. 

A história da Luiza e da Marina te ajudou de alguma forma? Gostaria de mandar uma mensagem para elas? Vem cá que conectamos vocês ♥

 

 

Tem alguma proposta de trabalho para elas?

Opa! Pode mandar por aqui! 

 

 

Quer contribuir financeiramente com o Documentadas para conseguirmos registrar cada vez mais casais por esse Brasilzão? cá entre nós, é muito fácil! Se liga no PIX, aqui :D

Elas se conheceram em 2012, Marina estava na faculdade, fazia estágio e ficava com uma amiga da Luiza. Ambas participavam de um grupo de amigos muito próximos, então elas sempre estiveram nos mesmos eventos, nas mesmas festas, mas sempre se entenderam apenas enquanto amigas. 

 

Em 2015 ambas estavam namorando (e a Luiza s-e-m-p-r-e era conselheira amorosa da Marina!), um tempo passou e em 2016 elas foram numa festa e ficaram, mas por brincadeira, não foi nada sério… ou teoricamente não era para ter sido, porque no fim, a Marina se apaixonou. Tentou ir atrás da Luiza, ela não quis. Em outro fim de semana, foram em uma festa voltada ao público lésbico/bissexual de Porto Alegre, a Lez. Foi lá que ela viu a Luiza ficando com outra menina, esperou a menina ir embora e conseguiu o beijo! Quando esse beijo aconteceu, nem preciso explicar o resto, né? estão aí, juntas, há quase 5 anos. Hoje em dia possuem uma relação de muita conexão, compartilham muitas coisas juntas e, por mais que já tiveram momentos turbulentos e de afastamento, estão sempre se apoiando, conversando e se entendendo. Construíram uma relação de cumplicidade. 

 

Quando pergunto sobre o amor, dizem que acham que o amor é lindo e difícil ao mesmo tempo. É tentar entender e se entregar. E que, sim, o amor entre mulheres tem muita diferença de relacionamentos héteros tradicionais: é mais intenso, mais forte, as mulheres se permitem mais, enquanto os homens tendem a reprimir alguns sentimentos como o amor (muito por conta da questão da masculinidade frágil), as mulheres dificilmente reprimem algo. E comentam que existe mais amizade também, uma troca muito grande: o casal sabe se colocar uma no lugar da outra.

Marina e Luiza moram em um apartamento maravilhoso, aconchegante e iluminado junto com a Capitu, a cachorrinha mais carente desse mundo! O apartamento fica em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e Marina o identifica como “um abraço”, porque é a sensação que sente ao entrar. Ainda não conseguiram aproveitar 100% dele, pois mudaram em meio à pandemia - tempo que passam bastante distantes por conta de problemas de saúde na família da Marina, mas acreditam que a cada mês que passa, ele fica mais do jeitinho delas. 

 

Luiza tem 26 anos, é advogada por formação e  trabalha atualmente com licenciamento ambiental. Adora plantar, saber sobre jardinagem e cuidar dos cantinhos da casa. Como inspirações e referências de vida, ela fala do avô (que sempre quis ensinar as coisas para ela, sempre tratou com carinho) e no mundo dos famosos cita o Elliot Page, que trouxe muita referência LGBT quando ela era mais nova. 

 

Marina tem 29 anos, é formada em marketing e atua na área de vendas numa empresa de tecnologia. Entre as coisas que gosta de fazer está em primeiro lugar o handebol (esporte que ela pratica há 20 anos!) e mexer com criação/criatividade. Além disso, na empresa, ela também atua em um grupo que debate empregabilidade para pessoas transgêneros e gosta muito de atuar nessa área dentre a pauta LGBT. É uma pessoa muito grudada à família, principalmente à mãe - e a cita como uma grande referência e inspiração, por tudo o que já passaram juntas. Por sua vez, no mundo dos famosos, fala sobre a importância da Ellen DeGeneres e o quanto ela se sente representada por todos os temas que ela traz e por quem ela é.

 Luiza 
 Marina