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A história da Mari e da Vivi te ajudou de alguma forma? Gostaria de mandar uma mensagem para elas? Vem cá que conectamos vocês ♥

 

 

Tem alguma proposta de trabalho para elas? Opa! Pode mandar por aqui! 

 

 

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Fizeram algo simples, caseiro, lançaram no YouTube. Pensaram em um nome, gostavam do nome AMARela. Vivi fez o logo, elas começaram a produzir covers, postar com frequência. Logo depois disso veio a pandemia e elas estavam ansiosas porque lançariam um EP, mas nesse meio tempo a Mari foi demitida do lugar em que ela trabalhava. Foi um período muito turbulento em que precisaram se reinventar, pensar em como conseguiriam uma nova fonte de renda, porque o AMARela acabava gerando mais gasto do que ganhos financeiros… e como conseguiriam reverter essa questão?

 

Resolveram repensar tudo o que elas gostavam de fazer. E a Mari entendeu que ela ama compor, sempre foi apaixonada por ouvir histórias e pensar sobre elas. Ela tentou começar a criar composições pelas histórias das pessoas e oferecer isso como um serviço para presentear alguém, para homenagear, para registrar… e assim nasceu o Canta Minha História (confere aí que é lindo!) 

 

Enquanto o Canta Minha História começou a ter uma estrutura e dar certo, a Vivi começou a pesquisar sobre tudo o que precisava e entrar com apoio também, até que em setembro, também por motivos de cortes da pandemia, ela foi demitida. A música foi crescendo, tomando conta e espaço, virando a fonte de renda única na casa, e elas foram estudando, se aprimorando, comprando equipamentos, formando um estúdio, fazendo parcerias, se mantendo, chegando em muitas pessoas…hoje, sentem muito orgulho em ver tudo o que estão construindo juntas e o quanto a música faz muito mais do que a parte financeira e a rotina delas, também traz muito do sentimento, da vida, da alma da casa e transformam o lar com a carinha de cada uma. A Vivi se desenvolve no teclado, no canto, na edição e no violão. A Mari nas composições, nas cordas, nas mixagens, nos estudos… e vão se completando o tempo todo. 


 

Enquanto mulheres artistas, ambas falam que nós podemos e devemos ter uma corrente muito maior ajudando artistas e musicistas menores no mundo da cultura no Brasil. Elas comentam que é muito fácil vermos artistas grandes se ajudando e sendo amigos, mas precisamos ver os pequenos se puxando para o alto também. Da mesma forma que é muito fácil quem tem dinheiro estar sempre chegando no alto, é preciso que quem esteja no alto puxe quem não tenha e que ainda seja pequeno. Precisamos estar nos apoiando, nos fortalecendo, compartilhando o nosso conteúdo entre nós. 

Porém, a Vivi tinha uma passagem comprada para passar o ano novo em Belo Horizonte, enquanto a Mari ia voltar com a família de vez para o Rio. O réveillon do ano de 2018 para 2019 estava acontecendo e ela não tinha mais previsão de volta para Porto Alegre. Além de que, a Vivi estando acampando em Belo Horizonte, estava incomunicável com a Mari. Elas tiveram um dia maravilhoso em Porto Alegre e depois cada uma foi para um estado diferente e não conseguiu se comunicar mais, só que não estava nem entendendo ou sabendo explicar o que estava sentindo. A Vivi conta que na volta de Belo Horizonte chegou a cogitar mudar a passagem para o Rio de Janeiro, só que não sabia se fazia sentido, se tudo estava sendo recíproco ou se estava delirando porque tinha passado dias estando incomunicável. 

 

Quando suas vidas voltaram ao “normal” elas seguiram se falando pela internet e no fim de janeiro decidiram comprar uma passagem para a Mari voltar à Porto Alegre. Ela ficou 5 dias. A Vivi odiava a ideia de namorar à distância e a Mari disse que não poderia cogitar a ideia de namorar também… mas quando se encontraram entenderam que não fazia sentido elas NÃO namorarem. A Vivi disse “Mari, eu acho que eu tô te amando”.

 

Começaram a namorar.

 

O namoro à distância durou quatro meses e a Vivi insistiu muito para que a Mari se mudasse. Então a Mari disse que só se mudaria se ela fosse buscar ela no Rio, por conta de conhecer a realidade dela no Rio, conhecer de fato a mãe dela, estar no Rio. Ela comprou a passagem e foi. Assim que chegou no Rio, começou a chorar. Se emocionou com o Rio, com tudo. No dia das namoradas, a Mari chegou com as malas em Porto Alegre para morar com a Vivi. Elas mudaram todos os móveis de lugar para sentirem que estavam morando em um novo apartamento, compraram coisas juntas, procuraram coisas novas para fazer… e então descobriram a aula de canto. Foi quando a Vivi decidiu começar também, para fazer companhia. Conheceram um professor que ficou muito encantado com a sintonia da voz das duas juntas e instigou-as a pensar em fazerem um clipe juntas.

No dia seguinte, de manhã, elas se seguiram no instagram e a Mari resolveu perguntar como era o nome da banda que ela disse naquela hora, que afinal, era: Versos Que Compomos Nas Estradas!!! (e que elas pediram para eu colocar o link aqui, então, ouçam!!! é muito bom, galera! mas o nome é difícil mesmo aí ó hahaha) e ai conversa vai, conversa vem, a Mari soltou um: “e tu, toca violão? porque toda sapatão que é sapatão toca violão!” e então a Vivi finalmente entendeu que a Mari era realmente sapatão e que aquilo era de verdade um flerte, não era só uma menina sendo simpática.


 

Elas seguiram conversando por alguns dias e decidiram marcar uma cerveja no bar para se encontrar. Comentaram de se encontrar sexta-feira, mas a Vivi já ia sair com uma amiga dela e a Mari já ia encontrar o primo, sábado também não podiam… domingo! Domingo ia rolar. Chegou sexta, a Vivi estava a caminho do encontro com a amiga e a Mari a caminho do encontro com o primo, na Rua dos Andradas, centro de Porto Alegre… quando de repente, se esbarram na rua. Eita. Tô indo ali. Encontrar. “meu primo ta ali” “minha amiga ta ali”. Mesmo bar. Mesma hora. Mesas diferentes. Não entenderam nada, mas brincaram “eu não te segui não, tá??”. 

 

No domingo decidiram que o mais justo seria voltar nesse bar. Foi um encontro ótimo. Beberam muito, comeram muito, conversaram muito. Dormiram na casa da Vivi. Detalhe: o encontro foi no dia 23 de dezembro, o dia seguinte era véspera de natal e 5h30 da manhã a Mari saiu correndo da casa da Vivi para ir no aeroporto buscar a família dela que estava chegando do Rio para passar o natal em Porto Alegre. 

 

Depois do natal, no dia 26, a Vivi mandou aquele textão emocionado pensando em marcaram um segundo encontro e a Mari respondeu com aquela palavra que resume tudo: “claro”. Se encontraram no apartamento da Vivi. Passaram o dia ouvindo MPB, descobriram mil músicas em comum, entenderam que realmente se encontravam na música.

Nessa época ela já tocava ao vivo em alguns lugares, tinha um certo repertório e a prima dela, da qual ela estava na casa hospedada, tinha um escritório no Vila Flores, um centro cultural de economia criativa que hospeda empresas, cafés, etc. e pensou em levar a Mari lá para apresentar o espaço e um dos cafés que fazia um happy hour para quem sabe a Mari poder tocar lá e conseguir fazer um trabalho. Ela decidiu ir, se apresentou para a dona do local e se propôs a tocar lá. A dona topou e agendou para uma data próxima, foi aí, nessa história, que entrou no caminho: a Vivi. A dona do café é irmã da Vivi. E a Vivi estava trabalhando em todos os lugares possíveis para juntar dinheiro, inclusive no café. 

 

A irmã dela sabia que a Vivi ia se interessar pela Mari, então imediatamente marcou a Vivi num vídeo da Mari cantando (no Facebook), e disse para ela no Whatsapp “te marquei em um vídeo, acho que tu vais gostar”. Só que como ninguém mais usa facebook, a Vivi não olhou, achou que fosse uma bobagem da irmã dela. A irmã encheu o saco para ela olhar e ela não olhou. No dia do trabalho ela estava com muita preguiça de sair de casa, não queria ir, ficou enrolando, mas foi porque pensou “ah, vou, vai que eu encontro uma guria legal”.

 

 

Quando chegou lá para trabalhar ela viu a Mari e um fotógrafo que estava trabalhando no evento queria postar uma foto que fez de todos e queria marcar cada pessoa na foto, mas não sabia o nome da cantora. Ela também não sabia, e ele pediu ajuda para ela descobrir. Então ela pegou o celular dele e precisou ir lá perguntar o nome da Mariana, absurdamente sem jeito e sem graça, com mil justificativas, gaguejando e dizendo que era exclusivamente porque o fotógrafo tinha pedido, ela perguntou qual era o Instagram para poder marcar a Mari na foto. Depois disso, o show todo aconteceu e no fim a Mari pergunta: alguém quer pedir alguma música? e foi a Vivi, lá perto, e disse…“você tava afinando teu violão né… era versosquecompomosnsduienarada?” e a mari “era o que?” “versouqmenajdartrada” “não conheço isso” “hum então era castello branco” “ahh castello branco eu conheço” “ah então toca castello branco pra mim!!”. Ela tocou, acabou o show, trocaram uma ideia super rápida e na hora da despedida e Mari voltou para dar tchau especialmente para a Vivi, ambas ainda sem jeito.

Se eu pudesse, deixaria de fazer esse texto e colocaria um áudio da nossa conversa aqui para vocês ouvirem. (Alô, eu ouvi um Documencast?). Porque a Mariana e a Vivien são de um nível de humor contando a história delas que eu jamais saberia como colocar em palavras! Mas vamos lá, vou tentar. Esse texto vai se resumir na história de como elas se conheceram, porque como elas se conheceram, é o que elas são hoje. 


 

A Mari tem 26 anos e é carioca, super carioca. A Vivien tem 32 anos e é gaúcha porto alegrense, super porto alegrense. A Mari é formada em Artes Visuais - Licenciatura, mas nunca atuou enquanto professora, sempre curtiu mais a área da música. A Vivi é designer e hoje em dia também vive no mundo da música. 


 

A mãe da Mari é gaúcha, mas foi morar no Rio de Janeiro quando era muito novinha, ainda criança. Mesmo crescendo e vivendo no Rio, ela sempre teve uma conexão muito grande com Porto Alegre, por ter grande parte da família lá - e inclusive, quando a Mari era criança, por um tempo, chegaram a voltar e morar um tempinho em Porto Alegre de novo. Mas não deu certo, a mãe decidiu voltar para o Rio (nunca gostou muito do sul e dos gaúchos, sempre preferiu o agito carioca). Quando a Mari cresceu, fez a faculdade e no final da faculdade, em 2018, se viu muito perdida sobre em que carreira seguir e sobre o que fazer da vida. Pensou em passar um tempo em Porto Alegre, por gostar da cidade, por tentar respirar novos ares… e antes de viajar a mãe disse:

 

- Mari, vê se não fica por lá, hein? 

- Mãe, eu só fico se eu encontrar o amor da minha vida! 

 

Eu conto, ou vocês contam?

Enfim.

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 Vivien 
 Mariana